PSICANÁLISE

 

Certa vez, em um curso que estava participando, foi pedido aos alunos que respondessem em alguns minutos o que seria a Psicanálise, sem consulta a qualquer referência bibliográfica, consultando apenas o que tínhamos em mente. Diante desta situação, surgiu o seguinte texto que gostaria de compartilhar:
“Um modo de pensar e atuar analiticamente baseado na experiência de vida, de contato com o ´eu´ e de conhecimento teórico a partir de um conjunto de formulações acerca da psique humana. Este modo de pensar iniciou-se com uma constatação mais aprofundada da gênese dos transtornos mentais, sobretudo a histeria, que na época era vista como uma degeneração mental e, até mesmo em alguns casos, como fingimento deliberado.
Com a hipnose, Freud percebeu que muitos sintomas de seus pacientes retornavam com o tempo e, diante de um caso clínico, descobriu-se que falar conscientemente trazia conteúdos importantes da vida anímica do indivíduo. Porém, mesmo no falar livremente havia barreiras que impediam o sujeito de entrar em contato com suas lembranças, formulando daí o conceito de Resistência, onde o psiquismo tenta evitar o contato consciente com seus conteúdos desprazerosos (Recalque), enquanto outros eram apenas esquecidos, podendo ser trazidos à consciência mais facilmente.
Após isto, a interpretação analítica de tais conteúdos passou a ser o epicentro da técnica psicanalítica.”

Assim, pode-se definir a Psicanálise como uma prática terapêutica que investigará o Inconsciente, partindo da premissa de que este é que molda as manifestações conscientes e até mesmo nosso comportamento.

A análise pessoal é uma ferramenta essencial para a compreensão de sí próprio, no mais amplo sentido do termo.