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EDISON EVARISTO

Cuidando de gente!

 
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Lembro das festas que ia quando criança e o bolo ocupava quase toda a mesa. Todos levavam um pouco para a casa e ainda sobrava para os anfitriões. Passava-se o dia assando formas de bolo, preparando recheio e cobertura. Hoje os bolos são do tamanho de um prato, dá uma fatia fina para cada um e olhe lá! Para um apreciador contumaz de bolo confeitado como eu, bolos menores foi um retrocesso em nossa sociedade


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Hoje estava eu no atendimento de uma agência bancária e na mesa ao lado estava um casal também sendo atendido. Possivelmente para puxar assunto, o gerente comenta para o casal: - Hoje colocaram mais de 30 mil vagabundos presos na rua. Só no Brasil mesmo. Isso é uma vergonha. Só vão sair para roubar e matar. O casal fica em silêncio por alguns segundos, mas logo o senhor começa a falar, parece que tomando coragem: - Meu filho sai hoje para passar o fim de ano com a gente. Ele está preso. Meu outro filho foi buscá-lo no interior de São Paulo. E a senhora continuou com os olhos marejados, segurando o choro: - Tenho fé em Deus que ele vai cumprir a pena dele, vai sair e vai tomar juízo. Ele é um rapaz bom, mas fez besteira e tem que pagar pelo erro dele. O gerente ficou totalmente desconsertado e logo deu uns papéis para o casal assinar, sem comentar o que tinha ouvido. Fiquei pensando na dor daqueles pais em sofrer com o encarceramento do filho, bem como a dor de ouvir palavras duras referente ao próprio filho. Não sei o que o filho deste casal fez, qual crime ele praticou, se ele pensa nos pais ou não ou se vai deixar de praticar crimes quando sair. O que sei é que devemos nos colocar sempre no lugar dos outros antes de emitir nossa opinião sobre algo para colocar nosso pensamento de forma adequada. E se o rapaz preso fosse filho do gerente? E se fosse o seu filho? Colocar presos nas ruas nas famigeradas "saidinhas" até pode ser discutível sim. Podemos sim discutir o Código Penal, o sistema carcerário entre muitos temas em torno dessa questão. Mas nunca devemos deixar de nos colocar no lugar do outro. Na dor do outro... É claro que as vítimas da violência também devem ser levadas em conta. Como se sente uma família que perdeu um ente nas mãos de criminosos ao ver seus algozes terem o privilégio de passar o final de ano com a família e eles nunca mais verão seu ente assassinado? Nossos posicionamentos devem sempre levar em conta a sociedade, o bem comum e não somente fatores individuais e egoístas. Por isso votamos errado, por exemplo. Então, caso seja a favor de medidas duras contra quem erra, seja a favor que essas medidas sejam adotadas contra seus filhos e entes queridos caso eles venham a errar também. Nunca seja hipócrita. Somente com empatia nossa sociedade caminhará para a justiça social, para a igualdade de oportunidades, para o respeito mútuo e consequentemente para a diminuição da criminalidade.

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E a Globo criminalizando o hacker que invadiu o celular do Moro. O hacker merecia uma medalha por bons serviços prestados ao país e Moro merece cadeia

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