PANDEMIA, ‘LOCKDOWN’ E ANOMIA SOCIAL BRASILEIRA



Essa semana do governador de São Paulo João Dória, o tal BolsoDória, anunciou mais um “lockdown’, que seria o fechamento das atividades comerciais e sociais não essenciais, mas é notório que aqui no Brasil essa prática não obteve sucesso e não conteve a expansão da pandemia, que está pior do que nunca.

E não obteve sucesso primeiramente por que o próprio governo que promove o ‘lockdown’ descaracteriza o evento para atender demandas eleitoreiras como a manutenção de igrejas como atividades essenciais. Se o próprio Estado não respeita o ‘lockdown’, por que o cidadão comum tem que respeitar? Não estou justificando, mas explicando.

Por outro lado existe a atividade econômica interrompida que é o sustento de muitas pessoas. Enquanto suas atividades econômicas estão suspensas suas contas não param de chegar. E o Estado, por sua vez, autorizou aumentos nos serviços de água, luz, medicamento, planos de saúde, entre outros, enquanto que os salários da grande maioria dos trabalhadores sofreram redução ou estão congelados. E em alguns casos, como os servidores guarulhenses e os policiais aposentados, tiveram aumento na contribuição, diminuindo seus rendimentos.

Um tremendo contrassenso.

Sabe-se que os países que promoveram medidas de isolamento sociais mais severos, como a China, são os que conseguiram conter mais rapidamente a pandemia, com perdas econômicas, claro. Fizeram uma opção entre mortes e perdas econômicas e optaram pela segunda.

Já no Brasil, em um completo descontrole, com um mandatário despreparado para o cargo que ocupa estimula o desrespeito às normas sanitárias e ao isolamento social, bem como não age nunca em defesa dos interesses do país, boicotando a compra de vacinas até quando a pressão foi tamanha que ele foi obrigado a ceder. Sem contar que para agradar países ricos foi contra o fim das patentes das vacinas que poderiam ser fabricadas em vários locais do mundo nesse momento. E o povo também não respeita as regras de isolamento e nem mesmo o uso de máscaras, promovendo aglomerações toda vez que tem oportunidade.

Diante desse quadro, o que se deve e/ou pode fazer? Covid-19 ou morte?

Agora uma opinião bem pessoal. No meu entender o país precisaria de uma ampla campanha de conscientização, ao contrário do que faz aquilo que está na presidência. Há pessoas que não tem informação suficiente sobre a pandemia mesmo com todos os meios disponíveis atualmente para se informar. Há poucos dias ouvi um senhor, sem máscara, dizendo que a pandemia está acabando. Também ouvi que essa doença não está matando tanto assim, que esse vírus não existe e coisas do tipo. Infelizmente há muita gente espalhando desinformação. Somente com um pensamento coletivo, menos egoísmo e mais sensatez é que derrotaremos esse vírus. Tenho certeza que se o país estivesse sendo bem governado por um líder que promovesse união e não boicotasse o próprio povo, com certeza estaríamos em situação diferente. Bem como se as pessoas usassem mais a cabeça para pensar sobre as informações que recebe em vez de apenas reproduzir bobagens por ai.

Vamos refletir?


Edison Evaristo Psicólogo, psicanalista, escritor e ativista político Conheça-me infoapp.com.br/Edison #CuidandoDeGente

1 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo